Sugestão de hoje!!!

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Livro que trata do menor abandonado e de sua luta pela sobrevivência.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ESTUDO DO LIVRO AÇÚCAR AMARGO DE LUIZ PUNTEL



AUTOR
            Luiz Puntel nasceu em Guaxupé, Minas Gerais, mas passou a infância em São José do Rio Pardo, São Paulo. Quando adolescente, mudou-se para Ribeirão Preto, no mesmo estado onde reside hoje. Pensou em ser padre, chegando a ingressar no seminário, contudo, mudou de ideia e passou a exercer múltiplas atividades, dentre as quais se destaca a de professor de Português e Redação. Tornou-se um autor consagrado, principalmente de obras para o público jovem.


AÇÚCAR AMARGO
            Antes de iniciar o livro Luiz Puntel destaca a seguinte frase da boia-fria Flor-de-Nice dos Santos:
“O açúcar é doce pros donos dos canaviais. Pra nós é azedo e amargo que nem dá gosto.”
No decorrer do livro fica claro que o açúcar só é azedo e amargo para os boias-frias devido às injustiças e ao trabalho sob condições inumanas ao qual estão submetidos. Sendo doce aos patrões que os exploram desde o transporte até o pagamento.
            Numa luta por melhores condições de trabalho este livro retrata de maneira simples e clara o machismo, a humilhação, as injustiças e o desleixo que são tratados os cortadores de cana no interior de São Paulo.
            Açúcar Amargo é uma história baseada em fatos reais, mas o autor deixa claro que, apesar de ter base na realidade, as personagens e as situações são fictícias.


CLASSIFICAÇÃO DE AÇÚCAR AMARGO
Forma literária: Prosa
Tipo Textual: Narrativo
Ambiente em que se desenvolve a narrativa: Interior de São Paulo, nas cidades de Catanduva, Bebedouro e Guariba.
Foco Narrativo: 3ª pessoa, o narrador conta a história, mas não participa dela (narrador-observador).
Tema: A lida e as injustiças no corte de cana no interior de São Paulo.


PERSONAGENS E SUAS CARACTERÍSTICAS
Marta: menina morena bonita e sonhadora; preocupa-se com os estudos, pois não quer ser dona de casa como a mãe; no decorrer da narrativa sofre com as atitudes machistas do pai e é indiretamente acusada por ele da morte do primogênito Altair.
Mudinho: nome João, rapaz moreno e franzino, boia-fria, mudo e rápido no trabalho; na verdade era Marta disfarçada de homem.
Pedro: pai de Marta; homem seco, bravo, sempre de cara fechada; ótimo lavrador, sabendo trabalhar a terra como ninguém.
Zefa: mãe de Marta e esposa de Pedro; submissa ao marido; teve quatro filhos: o primogênito Altair, a caçula Marta e dois meninos que não sobreviveram.
Agenor: boia-fria, namorado de Marta e amigo de Tião da Farmácia.
Altair: filho de Pedro e Zefa, morreu em um acidente de caminhão que transportava os boias-frias para o canavial.
Mariana, Eliana e Carminha: amigas de Marta no Colegião em Catanduva.
Zé Geraldo: menino arrumadinho, cujo uniforme era o mais limpo e bem passado de todo o Colegião, estudava no 8ºB e era a paquera de Mariana.
Tonho: motorista do ônibus que levava Marta todos os dias para o Colegião e de volta para casa.
Paulinho: amigo e namoradinho de infância de Marta, era filho do dono da fazenda onde vivia a família de Marta.
Taíde: motorista do caminhão que carregou a mudança da família de Marta para a cidade de Bebedouro.
Társia: professora de Português da 8ª série da E.E. Professor Madeira na cidade de Bebedouro.
Pires: inspetor de alunos na E.E.Professor Madeira.
Lafaiete: diretor da E.E.Professor Madeira, homem idoso, de cabelos brancos, um tipo bem paternal; pessoa que avisou à Marta do acidente com seu irmão.
Compadre Mané: padrinho de Marta, um dos acidentados do Córrego Grande, acidente que matou Altair.
Sebastião ou Tião da Farmácia: apaixonado colega de turma de Marta em Guariba, amigo de Agenor.
Tânia Fígaro: amiga e professora de Marta na escola de Guariba, pessoa simpática e atenciosa.
Ângela: boia-fria, apaixonada por Agenor.

RESUMO



O livro Açúcar Amargo conta a história de Marta, que vivia com os pais e o irmão numa fazenda em Catanduva, interior de São Paulo. Seu pai, Pedro, tinha a ideia de que estudar era perda de tempo, por isso tirou seu filho Altair da escola para trabalhar com ele na roça. No entanto, o dono da fazenda onde trabalhavam e moravam alugou as terras para uma usina de cana de açúcar, fazendo com que toda a família se mudasse para a cidade de Bebedouro. Marta precisou largar os estudos e perdeu o ano letivo, precisando se matricular novamente na 8ª série, desta vez na E.E. Professor Madeira.

Em Bebedouro, houve um acidente de caminhão que matou Altair, não podendo mais viver nessa cidade, Pedro muda-se com a família para Guariba, onde começa a cortar cana. No canavial tem a notícia de um jovem rapaz que trabalha muito bem, mas em silêncio. Seu nome era João, ou Mudinho, como era conhecido.
No mesmo canavial que Mudinho, trabalhava Agenor, que era o vício e o amor de Ângela. Percebendo que seu amado dava atenção à Mudinho, Ângela avançou contra ele, agredindo-o. Para a surpresa de todos, Mudinho era Marta, que se disfarçou para provar ao pai que as mulheres também dão conta do serviço do homem; para que ele parasse de compará-la ao irmão e prestasse mais atenção à filha e à mulher que têm em casa.
Depois desse fato, Agenor e Marta começaram a namorar e lutaram juntos por melhores condições de trabalho aos boias-frias.
Após brigas com a polícia e muitos feridos, o movimento grevista ganhou direitos trabalhistas aos boias-frias.
___________________________________________________________________________
ATIVIDADES
Aspectos gerais da obra:
Título do livro: Açúcar Amargo
Nome do autor: Luiz Puntel
Narrador: Narrador-observador
Quais são os personagens envolvidos na história? Marta (ou João ou Mudinho), Pedro, Zefa, Agenor, Altair, Mariana, Eliana, Carminha, Tonho, Zé Geraldo, Taíde, Társia, Pires, Lafaiete, Compadre Mané, Sebastião (ou Tião da farmácia), Tânia Fígaro, Ângela.
E o protagonista? Marta
O que ele faz na história? Estuda na 8ª série e é uma boia-fria nas laouras de cana, no interior de São Paulo.
Quais personagens aparecem mais vezes na história? Marta, Seu Pedro, Zefa, Agenor

Espaço
Onde se inicia a história? Na fazenda do pai de Paulinho, situada na cidade de Catanduva, interior de São Paulo, onde Marta morava com a família
Em que cidade se passa a maior parte dos fatos narrados? Em Guariba, também no interior de SP.
Descreva-a. Guariba era uma cidade pequena, sem muitas oportunidades. Sua população vive quase que exclusivamente do plantio e do corte de cana-de-açúcar.

Comentários
O livro fala precisamente sobre o quê? Fala da vida e da jornada de Marta e de sua família.
Qual tema foi abordado pelo autor? Luta social dos boias-frias e inferiorização da mulher (machismo).
O desenvolvimento da história está coerente com o título? Justifique. Sim, Porque o açúcar é amargo para os boias-frias que são explorados, sendo, pois, submetidos às injustiças de um trabalho sobre condições inumanas.
Como descobriram quem realmente era Mudinho? Mudinho (que na verdade era Marta) foi descoberto devido a uma briga que Ângela provocou. Ela, percebendo que Mudinho detinha alguma atenção de Agenor, atacou o pobre rapaz, tirando-lhe o chapéu e revelando sua verdadeira identidade. (Marta ganhou a briga).
Qual foi a primeira vitória dos boias-frias? Ter seus direitos trabalhistas reconhecidos (carteira assinada, com direito a férias, 13º salário, fim de semana remunerado, assistência médica e hospitalar).
O que eles fizeram para conseguí-la? Todos os boias-frias se uniram e entraram em greve.

Marque V ou F de acordo com a obra em questão, corrigindo as afirmativas incorretas.
(F) Agenor e Mudinho são a mesma pessoa. Agenor se tornou, no fim da história, namorado de Marta (que era o verdadeiro Mudinho)
(F) Tonho trabalha na farmácia e era apaixonado por Marta. Tonho era o motorista do ônibus, que levava Marta todos os dias para o Colegião, em Catanduva, e de volta para casa.
(V) Paulinho era amigo e namoradinho de infância de Marta.
(V) Dona Zefa teve quatro filhos. Dentre os quatro três eram homens, no entanto dois morreram muito novos e o terceiro, Altair, faleceu em um acidente indo para o trabalho.
(V) Seu Pedro perdeu o filho Altair em um acidente na ponte do Córrego Grande.
(F) Seu Pedro jamais culpou Marta pela morte de Altair. Ele sempre culpava Marta pela morte do irmão, pois se ela não tivesse acordado tarde e atrasado a partida de Pedro e Altair para o trabalho (colher laranjas) eles não teriam perdido a combi e não teriam pego o caminhão que se acidentou e matou o irmão.
(F) Mudinho queria cortar dez mil toneladas de cana. Ele queria cortar dez toneladas e não dez mil toneladas.
(V) Ângela era apaixonada por Agenor e tinha um ciúme doentio por ele.
(V) Mudinho foi o apelido dado por um gato a João.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Sermão de Santo Antônio aos Peixes (em construção)


           O Sermão de Santo Antônio aos Peixes foi proferido na cidade de SãoLuís do Maranhão em 13 de junho de 1654, três dias antes de embarcar escondido para Portugal (para obter uma legislação justa para os índios) no auge da luta dos jesuítas contra a escravidão indígena pelos colonizadores, procurando o remédio da salvação dos índios. O sermão revela toda a ironia, riqueza nas sugestões alegóricas (expressão de uma idéia através de uma imagem, um quadro, um ser vivo etc.) e agudo senso de observação sobre os vícios e vaidades do homem, comparando-o, por meio de alegorias, aos peixes. Critica a prepotência dos grandes, que, como peixes, vivem de sacrifício de muitos pequenos, os quais “engolem” e “devoram”. O alvo são os colonos do Maranhão, que no Brasil são grandes, mas em Portugal “acham outros maiores que os comam, também a eles”. Censura os soberbos (=roncadores); os pregadores (=parasitas); os ambiciosos (=voadores); os hipócritas e traidores (=polvos).

Capítulo I
          
  Para atingir a inteligência dos ouvintes, o orador usa argumentos lógicos, sucessivas interrogações retóricas (perguntas bem ditas, bem pronunciadas e produzidas) e a autoridade dos exemplos de Cristo, Santo António e da Bíblia. Para atingir o coração dos ouvintes, usa interjeições e exclamações.
          
  Ao relatar o que fez Santo António quando foi perseguido em Arimino usa frases curtas (Deixa as praças, vai-se às praias…), ritmo binário, anáforas, enumeração.
          
  É evidente que os tipos de frase têm relação direta com a entoação. A frase interrogativa termina num tom mais alto, a declarativa num tom mais baixo, etc.
           
O título do Sermão foi retirado do milagre ou lenda que se conta a respeito de Santo António. Este terá sido mal recebido numa pregação em Arimino, mesmo perseguido, e ter-se-á dirigido à praia e pregado o sermão aos peixes que o terão escutado atentamente, contrastando com os homens. O pregador invocou Nossa Senhora porque era habitual fazê-lo e ainda porque o nome Maria quer dizer Senhora do mar; os ouvintes do sermão eram pescadores que A invocavam na faina (qualquer trabalho a bordo de um navio) da pesca.

Capítulo II
             
O sermão é uma alegoria porque os peixes são metáforas dos homens, as suas virtudes são por contraste metáforas dos defeitos dos homens e os seus vícios são diretamente metáforas dos vícios dos homens.
           
O pregador fala aos peixes, mas quem escuta são os homens.
           
Os peixes ouvem e não falam. Os homens falam muito e ouvem pouco.
            
O pregador argumenta de forma muito lógica. Partindo de duas propriedades do sal, divide o sermão em duas partes: o sal conserva o são, o pregador louva as virtudes dos peixes; o sal preserva da corrupção, o pregador repreende os vícios dos peixes.
           
Os peixes não foram castigados por Deus no dilúvio, sendo, por isso, exemplo para os homens que pouco ouvem e falam muito, pouco respeito têm pela palavra de Deus.
          
  Evidencia-se que os animais que convivem com os homens foram castigados, estão domados e domesticados, sem liberdade.
            
O discurso é pregado; por isso, envolve toda a pessoa do orador. Os gestos, a mímica, a posição do corpo - a linguagem não verbal - têm um lugar importante porque completam a mensagem transmitida.


A ARTE BARROCA



CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA
        
  O estilo conhecido como Barroco situa-se no período que vai do final do século XVI até meados do século XVIII, tendo, porém, o seu ponto culminante, de maior esplendor, ao longo do século XVII.
        
  Dois elementos históricos estão diretamente ligados ao florescimento desse estilo:

Ø  A CONTRA-REFORMA CATÓLICA, um amplo conjunto de medidas tomadas pela Igreja para fazer frente ao movimento da Reforma Protestante, liderada por Lutero e Calvino, entre outros, e que representou uma profunda ameaça à supremacia católica na Europa e fora dela. Entre aquelas medidas destacam-se a fundação da Companhia de Jesus (ou dos jesuítas), com o propósito de difundir mais amplamente a fé cristã e garantir a autoridade papal, e a restauração da Inquisição ou Santo Ofício, com o objetivo de coibir o avanço do protestantismo através da censura, da perseguição e da tortura.

Ø  A progressiva implantação do Estado nacional e a solidificação do ABSOLUTISMO MONÁRQUICO na Europa, levando à centralização e a um profundo fortalecimento do poder real. O monarca será visto e defendido, então, como o legítimo representante de Deus na Terra, e sua autoridade, como sagrada e absoluta.
         
No Brasil, o Barroco teve um florescimento mais tardio, sobretudo no século XVIII, coincidindo com a fase do Ciclo do Ouro, na região das Minas Gerais.


CARACTERÍSTICAS DA ARTE BARROCA
          
No plano estético, o Barroco também foi consequência da gradual saturação da arte Renascentista, cultivada no século XVI. Os artistas, insatisfeitos com a intensa e rígida imitação da arte clássica, desenvolveram gradualmente novas formas de expressar a sua criatividade. Rejeitaram, assim, o equilíbrio, a harmonia, a simplicidade, a proporcionalidade clássicas, em favor do desequilíbrio, da irregularidade, da complexidade, da sinuosidade (Qualidade ou estado do que é sinuoso; tortuosidade, curva), da extravagância.
     
Em geral, costuma-se associar a arte barroca à ideia de religiosidade, o que é fato. Pode-se afirmar que o Barroco foi o gênero de arte “encomendado” pela Igreja para despertar novamente nos fiéis o sentido da fé cristã e o da legitimidade do catolicismo enquanto expressão da Verdade Religiosa. A vida dos santos e dos mártires da Igreja Católica serão, por isso, alvo constante do interesse dos artistas. Disso decorrem características marcantes da arte Barroca: além da referida religiosidade, do apelo às questões espirituais e morais, há a consciência da brevidade da vida e a ênfase às ideias de pecado e necessidade do arrependimento para a salvação da alma. A exaltação da fé e da vida espiritual leva, frequentemente, à negação da vida terrena e dos prazeres mundanos, a um recorrente pessimismo diante do mundo. O Barroco recorre, assim, à grandiosidade e ao esplendor das imagens celestiais, à dramaticidade e ao heroísmo do caráter espiritual, para incutir no homem o anseio divino.
    
Dentro do universo temático de preferência barroca visto acima, é interessante ressaltar o tema da brevidade da vida (também conhecido como efemeridade, transitoriedade ou fugacidade): o artista e o poeta, conscientes de que tudo passa e se acaba rapidamente, fazem dois tipos de reflexão e sugestão: o primeiro de caráter religioso, já apontado antes, exalta uma vida virtuosa, isenta de pecados, ou marcada pelo arrependimento e voltada para Deus; curiosamente, o segundo, de caráter lírico-filosófico, reconhece que não só a vida, mas também a juventude e a beleza são passageiros, fugazes, e defende, portanto, o que ficou conhecido como “carpe diem”, ou seja, o aproveitar dessa mesma vida, juventude e beleza enquanto é tempo, intensamente.
        
  Ideias e atitudes, em princípio, contraditórias, não? Porém, isso ocorre porque o Barroco é também a arte dos opostos, da contradição, do conflito, da tensão. O homem renascentista habituara-se a uma visão de mundo e a uma postura ANTROPOCÊNTRICAS (onde o homem é o centro do universo), em que a vida humana e terrena eram valorizadas e vivenciadas com prazer, sem culpa. A Igreja, por meio da Contra-Reforma (entende-se sobretudo por meio da Inquisição), busca impor novamente uma mentalidade medieval, de negação do terreno, do carnal, do humano, ou seja, uma visão TEOCÊNTRICA (onde Deus é o centro do universo). Chocam-se as duas mentalidades e, na tentativa de solução, o homem barroco busca aproximá-las, conciliá-las, fundi-las, donde resulta a permanente tensão. Dessa atitude se originam outras marcas barrocas fundamentais: o dualismo e o fusionismo. A primeira – dualismo – refere-se ao gosto da contradição, dos contrastes, à aproximação constante entre elementos opostos: o Céu e a Terra, o Bem e o Mal, o Sagrado e o Profano, a Alma e o Corpo, o Espiritual e o Sensual, o Belo e o Feio, o Claro e o Escuro, entre outros. Muitas vezes, tais elementos aparecem unidos ou fundidos em um só ser ou ideia: é o chamado fusionismo.
         
O ABSOLUTISMO MONÁRQUICO, desse período, incutindo nos seus soberanos a ânsia de exaltação de si mesmos e de seus reinados, também acabou conduzindo o Barroco para muitas de suas características mais difundidas hoje: é a arte pintando ou esculpindo a monarquia através do requinte, da exuberância, da imponência, da opulência, do gosto pela grandiosidade das formas, imagens e construções, do exagero, chegando, muitas vezes, aos limites do mau gosto. Nesse sentido, o Barroco tornou-se, sobretudo, a arte do rebuscamento, do detalhismo, da complexidade, uma arte ornamental e sensorialista, que apela, antes e acima de tudo, para os nossos sentidos físicos, impressionando-os e emudecendo-nos pelo impacto visual.
         
No sentido literário, reconhecem-se duas tendências estilísticas dentro do Barroco: o cultismo, ou o gosto exagerado pelo aspecto formal do texto e sua “sinuosidade labiríntica” no tocante ao jogo de palavras, e o conceptismo, que privilegia não o formal, mas o conteúdo, o pensamento, o jogo de ideias.
         
Na literatura brasileira, dois nomes imortalizaram-se dentro da arte barroca: o do grande poeta Gregório de Matos Guerra e o do padre Antônio Vieira, cujos inúmeros sermões representam o mais legítimo conceptismo barroco.

domingo, 25 de setembro de 2011

Questões sobre A Carta de Pero Vaz de Caminha


1. (UFMG) Com base na leitura da Carta, de Pero Vaz de Caminha, é INCORRETO afirmar que esse texto:

(A) se filia ao gênero da literatura de viagem.
(B) aborda seu próprio contexto de produção.
(C) usa registro coloquial em estilo cerimonioso.
(D) se compõe de narração, descrição e dissertação.


2. (POLI) "Duas relíquias históricas produzidas no Brasil, foram trazidas para exibição na Mostra do Redescobrimento, em São Paulo: o manto tupinambá e a carta de Pero Vaz de Caminha." (Folha de São Paulo, 11 de maio de 2000.)

A carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o achamento do Brasil, enviada a El-Rei Dom Manuel é a principal manifestação literária do Quinhentismo, movimento literário brasileiro do século XVI. Tendo em vista o seu teor, podemos afirmar que os visitantes da Mostra do Redescobrimento, ao se depararem com tal texto, conseguiriam através dele:

(A) resgatar valores e conceitos sociais brasileiros. 
(B) descobrir a história brasileira pela arte. 
(C) ter mais informações sobre a arte brasileira. 
(D) ver a cultura indígena brasileira. 
(E) perceber o interesse português em explorar a nova terra. 


3. (UFPEL) O texto a seguir servirá de base para a próxima questão.

Pero Vaz de Caminha, referindo-se aos indígenas escreveu:

“E naquilo sempre mais me convenço que são como aves ou animais montesinhos, aos quais faz o ar melhor pena e melhor cabelo que aos mansos, porque os seus corpos são tão limpos, tão gordos e formosos, a não mais poder.” […]
“Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E, portanto, se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e eles a nossa, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles todo e qualquer cunho que lhes quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o fato de Ele nos haver até aqui trazido, creio que não o foi sem causa. E portanto, Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar à santa fé católica, deve cuidar da salvação deles. E aprazerá Deus que com pouco trabalho seja assim.” […]
“Eles não lavram nem criam. Não há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao convívio com o homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.”

CASTRO, Silvio. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996.

De acordo com o texto e seus conhecimentos, marque a alternativa correta:

(A) Caminha, numa visão eurocentrista, exalta a cultura do “descobridor”, menosprezando todos os aspectos referentes ao modo de vida dos nativos, por exemplo, a não exploração daqueles mamíferos placentários exóticos, citados na carta, introduzidos no Brasil quando da colonização.
(B) Caminha realiza, através de farta adjetivação, descrições botânicas minuciosas acerca da flora da nova terra, destacando o tipo de alimentação do europeu — rica em vitaminas e sais minerais — em contraposição à indígena, que é rica em lipídios.
(C) A religiosidade está presente ao longo do texto, quando se constata que o emissor, tendo em mente a conversão dos índios à “santa fé católica” — pretensão dos europeus conquistadores —, ressalta positivamente a existência de crenças animistas entre os nativos.
(D) Na carta de Pero Vaz de Caminha, que apresenta linguagem formal, por ser o rei português o destinatário, há forte preocupação com aspectos da necessária conversão dos índios ao catolicismo, no contexto de crise religiosa na Europa.
(E) Ao realizar concomitantemente a narração e a descrição dos hábitos dos nativos, o remetente destaca informações não só do habitat como dos usos e costumes indígenas, exaltando o cultivo das plantas de lavouras e dos pomares.


4. (UFLA) Leia o texto a seguir para responder à questão.

CARTA DE PERO VAZ

A terra é mui graciosa,
Tão fértil eu nunca vi.
A gente vai passear,
No chão espeta um caniço,
No dia seguinte nasce
Bengala de castão de oiro.
Tem goiabas, melancias.
Banana que nem chuchu.
Quanto aos bichos, tem-nos muitos.
De plumagens mui vistosas.
Tem macaco até demais.
Diamantes tem à vontade,
Esmeralda é para os trouxas.
Reforçai, Senhor, a arca.
Cruzados não faltarão,
Vossa perna encanareis,
Salvo o devido respeito.
Ficarei muito saudoso
Se for embora d'aqui.

(Murilo Mendes)

castão - remate superior de uma bengala;
cruzado - antiga moeda portuguesa;
vossa perna encanareis - a expressão quer dizer que o rei "estava mal das pernas", isto é, sem dinheiro, "quebrado". As riquezas do Brasil poderão tirá-lo dessa situação.

Há nesse texto uma sátira à expressão "dar-se-á nela tudo", contida na Carta de Caminha. Marque a alternativa que confirma essa tendência.

(A) "Tem goiabas, melancias
Banana que nem chuchu."


(B) ( ... )
"No chão espeta um caniço,
No dia seguinte nasce
Bengala de castão de oiro."


(C) "A terra é mui graciosa
Tão fértil eu nunca vi."


(D) "Quanto aos bichos, tem-nos muitos
De plumagens mui vistosas.
Tem macaco até demais."


(E) "Diamantes tem à vontade,
Esmeralda é para os trouxas.
Reforçai, Senhor, a arca.



5. (UFF) Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da carta de Pero Vaz de Caminha; 

(A) "O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir." (Castro Alves)
(B) "Minha terra tem palmeiras, / Onde canta o sabiá"(Gonçalves Dias)
(C) "A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi."(Murilo Mendes)
(D) "Irás a divertir-te na floresta, / sustentada,Marília, no meu braço"(Tomás Antônio Gonzaga)
(E) "Todos cantam sua terra / Também vou cantar aminha" (Casimiro de Abreu)

6. (UFLA) Leia o texto para responder à questão.

ESTA TERRA É MUITO FORMOSA

Esta terra, Senhor, me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista1, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas, delas2 brancas; e a terra por cima toda chã3 e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta, é tudo praia-palma4, muito chã e muito formosa.
Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa.
Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre-Douro e Minho
5, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute
6, isso bastaria. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento7, da nossa santa fé.
(In Jaime Cortesão, org. A Carta de Pero Vaz de Caminha, p.239)

1 houvemos vista: pudemos ver
2 delas... delas: umas... outras
3 chã: plana
4 praia-palma: segundo J. Cortesão, pode significar "toda praia, como a palma, muito chã e muito formosa"
5 Minho: nome de uma região de Portugal
6 Calecute: cidade da Índia para onde se dirigiam os portugueses
7 acrescentamento: difusão, expansão

Embora tenha caráter informativo e descritivo, a Carta possui características quase sempre fantasiosas. Indique a causa de o Novo Mundo ter sido posto à altura da lenda do paraíso perdido:

(A) O escrivão criou uma discussão histórica em torno da intencionalidade ou não da conquista de Cabral.
(B) No esforço de catalogar a vegetação, o clima, o autor passeia pela geografia, botânica, zoologia, de maneira vaga.
(C) Caminha se revela um mestre na fixação de pormenores; é inegável sua fluência literária.
(D) A produção informativa constitui a primeira visão da terra virgem, intocada pela civilização estranha. A terra, para ele, era fértil e abençoada por Deus.
(E) O autor limitou-se a escrever um registro impessoal, marcado pela intenção de informar, apesar do tom ufanista do texto.


7. (UFLA) Leia o texto para responder à questão.

ESTA TERRA É MUITO FORMOSA

Esta terra, Senhor, me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista1, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas, delas2 brancas; e a terra por cima toda chã3 e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta, é tudo praia-palma4, muito chã e muito formosa.
Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa.
Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre-Douro e Minho
5, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute
6, isso bastaria. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento7, da nossa santa fé.
(In Jaime Cortesão, org. A Carta de Pero Vaz de Caminha, p.239)

1 houvemos vista: pudemos ver
2 delas... delas: umas... outras
3 chã: plana
4 praia-palma: segundo J. Cortesão, pode significar "toda praia, como a palma, muito chã e muito formosa"
5 Minho: nome de uma região de Portugal
6 Calecute: cidade da Índia para onde se dirigiam os portugueses
7 acrescentamento: difusão, expansão

A Carta é considerada a "certidão de nascimento" do Brasil porque

(A) contém as primeiras informações oficiais sobre o Brasil.
(B) marca o início da literatura brasileira.
(C) foi escrita nos primórdios do descobrimento.
(D) denota inegável fluência literária de seu autor.
(E) as descrições constituem informações precisas do lugar.


8. (UFLA) O sentimento ufanista relacionado à fertilidade do solo brasileiro, presente na Carta de Caminha, difere do entusiasmo em relação aos resultados atuais da agricultura, porque um e outro baseiam-se em
Século XVI
Século XXI
(A)
engrandecimento
otimismo
(B)
imaginação
audácia
(C)
exaltação
convicção
(D)
idealização
precisão
(E)
romantismo
expectativa



Respostas:
1-c
2-e
3-d
4-b
5-c
6-d
7-a
8-d

Questões sobre o Barroco


01. (UNIV. CAXIAS DO SUL) Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo:
A linguagem ______, o paradoxo, ________ e o registro das impressões sensoriais são recursos lingüísticos presentes na poesia ________. 
a) simples; a antítese; parnasiana.
b) rebuscada; a antítese; barroca.
c) objetiva; a metáfora; simbolista.
d) subjetiva; o verso livre; romântica.
e) detalhada; o subjetivismo; simbolista.
 

02. (MACKENZIE-SP) Assinale a alternativa incorreta: 
a) Na obra de José de Anchieta, encontram-se poesias que seguem a
 tradição medieval e textos para teatro com clara intenção catequista.
b) A literatura informativa do Quinhentismo
 brasileiro
 empenha-se em fazer um levantamento da terra, daí ser predominantemente descritiva.
c) A literatura seiscentista reflete um dualismo:o ser humano dividido entre a matéria e o espírito, o pecado e o perdão.
d) O Barroco apresenta estados de alma expressos através de antíteses, paradoxos, interrogações.
e) O conceptismo caracteriza-se pela linguagem rebuscada, culta, extravagante, enquanto o cultismo é marcado pelo jogo de idéias, seguindo um raciocínio lógico, racionalista.
 

03. Com referência ao Barroco, todas as alternativas são corretas, exceto: 
a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne, alma e corpo, morte e vida.
b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser, tendo em mira seu aprimoramento, com base na cultura greco-latina.
c) O Barroco apresenta, como característica marcante, o espírito de tensão, conflito entre tendências opostas: de um lado, o teocentrismo medieval e, de outro, o antropocentrismo renascentista.
d) A arte barroca é vinculada à Contra-Reforma.
e) O barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura, uso de hipérbole e de metáforas.
 

04. (VUNESP) 
      Ardor em firme coração nascido;
      pranto por belos olhos derramado;
      incêndio em mares de água disfarçado;
      rio de neve em fogo convertido:
      tu, que em um peito abrasas escondido;
      tu, que em um rosto corres desatado;
      quando fogo, em cristais aprisionado;
      quando crista, em chamas derretido.
      Se és fogo, como passas brandamente,
      se és fogo, como queimas com porfia?
      Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
      Pois para temperar a tirania,
      como quis que aqui fosse a neve ardente,
      permitiu parecesse a chama fria.
 

O texto pertencente a Gregório de Matos e apresenta todas seguintes características:
 
a) Trocadilhos, predomínio de metonímias e de símiles, a dualidade temática da sensualidade e do refreamento, antíteses claras dispostas em ordem direta.
b) Sintaxe segundo a ordem lógica do Classicismo, a qual o autor buscava imitar, predomínio das metáforas e das antíteses, temática da fugacidade do tempo e da vida.
c) Dualidade temática da sensualidade e do refreamento, construção sintática por simétrica por simetrias sucessivas, predomínio figurativo das metáforas e pares antitéticos que tendem para o paradoxo.
d) Temática naturalista, assimetria total de construção, ordem direta predominando sobre a ordem inversa, imagens que prenunciam o Romantismo.
e) Verificação clássica, temática neoclássica, sintaxe preciosista evidente no uso das síntese, dos anacolutos e das alegorias, construção assimétrica.
 

05. A respeito de Gregório de Matos, assinale a alternativa, incorreta: 
a) Alguns de seus sonetos sacros e líricos transpõem, com brilho, esquemas de Gôngora e de Quevedo.
b) Alma maligna, caráter rancoroso,relaxado por temperamento e costumes, verte fel em todas as suas sátiras.
c) Na poesia sacra, o homem não busca o perdão de Deus; não existe o sentimento de culpa, ignorando-se a busca do perdão divino.
d) As suas farpas dirigiam-se de preferência contra os fidalgos caramurus.
e) A melhor produção literária do autor é constituída de poesias líricas, em que desenvolve temas constantes da estática barroca, como a transitoriedade da vida e das coisas.
 

Texto para as questões 06 a 08 
À INSTABILIDADE DAS COUSAS DO MUNDO
 

        Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
        Depois da Luz se segue a noite escura,
        Em tristes sombras morre a formosura,
        Em continuas tristezas a alegrias,

        Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
        Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
        Como a beleza assim se transfigura?
        Como o gosto, da pena assim se fia?

        Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
        Na formosura não se dê constância,
        E na alegria, sinta-se triste.
        Começa o Mundo enfim pela ignorância
        A firmeza somente na inconstância.

06. No texto predominaram as imagens: 
a) olfativas;
b) gustativas;
c) auditivas;
d) táteis;
e) visuais.

07. A idéia central do texto é: 
a) a duração efêmera de todas as realidades do mundo;
b) a grandeza de Deus e a pequenez humana;
c) os contrastes da vida;
d) a falsidade das aparências;
e) a duração prolongada do sofrimento.

08. Qual é o elemento barroco mais característico da 1ª estrofe? 
a) disposição antitética da frase;
b) cultismo;
c) estrutura bimembre;
d) concepção teocênctrica;
e) estrutura correlativa, disseminativa e recoletiva.
 

09. (SANTA CASA) A preocupação com a brevidade da vida induz o poeta barroco a assumir uma atitude que: 
a) descrê da misericórdia divina e contesta os valores da religião;
b) desiste de lutar contra o tempo, menosprezando a mocidade e a beleza;
c) se deixa subjugar pelo desânimo e pela apatia dos céticos;
d) se revolta contra os insondáveis desígnios de Deus;
e) quer gozar ao máximo seus dias, enquanto a mocidade dura.

10. (UEL) Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos: 
a) No seu esforço da criação a comédia brasileira, realiza um
 trabalho
 de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX.
b) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do Quinhentismo português, mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas.
c) Dos poetas arcádicos eminentes, foi sem dúvida o mais liberal, o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa.
d) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios, os ridículos, os desmandos do poder local, valendo-se para isso do engenho artificioso que caracteriza o estilo da época.

Resolução:
01 - B
02 - E
03 - B
04 - C
05 - D
06 - E
07 - A
08 - A
09 - E
10 - D